Um carvalho a tentar ser do sol que prepara a noite. Uma metáfora que não é mais do que uma tentativa de ultrapassar a limitação das palavras que, por muitas que sejam, não chegam para dizer carvalho, sol ou noite. estes.
sempre o silêncio o limite do som a sua essência a lembrança do chão sua presença sob pés nus e transparentes numa nascente de rio seu de rio norte de rio templo largado à sua sorte sempre o silêncio o limite do verbo na sua ausência a memória da voz duma inocência deixada nas pedras mortas de si mas plenas das águas
Voltada para um nascente distante, com o céu todo espelhado em si, esta janela tem tecidas as marcas do tempo. Fechou-se e assim se manterá, enquanto as paredes suportarem o peso dos dias e Larouco lhe conceder a sua visão. Mas tem o céu todo espelhado em si. E o meu parco olhar.
a noite nasce nos meus muitos braços e eleva-se ao alto frio de mim como se em si fosse ela própria o fim do vão caminho dos meus sete passos e é nela que surge o teu louvor o luminoso incerto o limiar das palavras claras plenas do olhar que não tens dá-me, terna noite, o abraço que não peço porque é nele que esqueço que a luz perdi e que me perco e sob abertas mãos de mim me compadeço
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