Voltada para um nascente distante, com o céu todo espelhado em si, esta janela tem tecidas as marcas do tempo. Fechou-se e assim se manterá, enquanto as paredes suportarem o peso dos dias e Larouco lhe conceder a sua visão. Mas tem o céu todo espelhado em si. E o meu parco olhar.
sempre o silêncio
sempre o silêncio o limite do som a sua essência a lembrança do chão sua presença sob pés nus e transparentes numa nascente de rio seu de rio norte de rio templo largado à sua sorte sempre o silêncio o limite do verbo na sua ausência a memória da voz duma inocência deixada nas pedras mortas de si mas plenas das águas

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